Linha de 4 e recuperar veteranos: as ideias do “pilhado” Sylvinho

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Apresentado como novo técnico do Corinthians nesta terça-feira, 25, o ex-lateral esquerdo Sylvinho, 47 anos, deu mostras do que pretende ao assumir o clube que o formou como jogador. “Pilhado”, termo que aceitou ao ser questionado durante a entrevista pelo perfil inquieto e o afã por estudos – concluiu ainda em 2017 a licença Uefa Pro, a mais alta da entidade – afirmou, principalmente, que não abrirá mão de convicções, uma delas a de jogar com a linha de quatro defensores, seu sistema preferido.

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“É um jeito, característica. Não gostaria de ser assim, tem hora que me incomoda, mas meus pés se mexem. Ser pilhado no futebol é não perder tempo. Não temos tempo a perder”, disse o treinador.

“Variação de sistema tático existe, e é bom, mas parto de um princípio de linha de quatro jogadores. Trabalho muito bem essa variação, conheço o sistema, domino as funções. Invariavelmente, poderemos trocar. Os atletas que já me conhecem já sabem, faz parte do Corinthians a linha de quatro”, acrescentou.

Curiosamente, Sylvinho chega tendo que contrariar a melhor formação da era Vagner Mancini, técnico a quem já disse ser “eternamente grato” pela oportunidade de ter trabalhado como auxiliar em equipes como Cruzeiro, Sport e Náutico entre os anos de 2011 e 2012.

Foi no 3-5-2 que Mancini encontrou na defesa formada por João Victor, pela direita, Jemerson, centralizado, e Raul Gustavo, pela esquerda, indícios de que poderia, enfim, engrenar no Corinthians. Nas quartas de final do estadual, o Corinthians venceu por 4 a 1 a Inter de Limeira, na Neo Química Arena, com todos os gols marcados por defensores: um de Fagner, dois de Jemerson e um de Raul Gustavo. O experiente Gil perdeu espaço.

Sylvinho já contou que em Converciano, quartel-general da licenciatura italiana, em Florença, absorveu taticamente como nunca com professores locais. É constante a frase que, inclusive, que repetiu na coletiva de que “ou você marca o homem ou o você marca o espaço” e que há uma complexidade tática por detrás do ensinamento. Na temporada 2019/2020, observou atentamente ao trabalho no Getafe, do pouco conhecido técnico espanhol José Bardalás.

Sylvinho recebeu camisa 6 que utilizou quando jogador do clube –Rodrigo Coca/Agência Corinthians/Divulgação

“Tem um treinador que faz um 4-4-2, as vezes um 4-4-1-1, muda praticamente nada, mas é muito bem treinado”, disse em entrevista a ESPN em agosto de 2020. Na apresentação, ele voltou a defender a convicção pelo esquema com quatro defensores, citando o técnico espanhol Pep Guardiola, do Manchester City, por quem foi treinado no último ano de Barcelona, na temporada de 2008/2009.

“Cada técnico tem uma característica. Absorvo o melhor de cada um deles, mas sou o Sylvio. O jogo é de uma competitividade maravilhosa. É fascinante. Falamos em linhas altas, mas se o rival tem a bola e você não pressiona bem, vai ter que correr para trás. No primeiro livro do Guardiola, o 4-4-2 é número de telefone, porque as peças se mexem”, brincou o treinador.

“Todos gostamos de marcação pressão, posse de bola, linhas altas. Vamos ver o que o grupo dá para poder encaixar tudo isso. Saber quando e por que temos que retroceder, marcar o espaço. Duas formas de marcar: marcar o homem ou espaço. A bola passa no espaço. Variável fina. É muito bonito jogar com essas coisas”, acrescentou.

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Sylvinho explicou que não priorizará competições e que tem como meta “recuperar os mais experientes”. O Corinthians tem visto em jogadores como Jô, 34 anos, Fábio Santos, 35, Gil, 33, serem alvo de críticas por desempenho mesmo com longa história pelo clube.

“O trabalho é desafiador e árduo, é recuperar os mais experientes. Eu trabalho para todos os atletas. Nós da comissão, da direção, todos nós trabalhamos para recuperar os atletas. Os jovens, também. Quanto a eles, é importante acelerar algumas etapas. É uma demanda do futebol, dos jogos. É bom trabalhar com jovem, tem absorção, mas com responsabilidade de colocá-los e que se sintam melhor pouco a pouco. Alguns são mais rápidos, quem dá o tempo são os atletas. Temos que recuperar a todos. Não me conformo em deixar dois fora. Vamos buscar os atletas”, explicou.

Essa será apenas a segunda experiência de Sylvinho como treinador. Na primeira, à frente do Lyon, em 2019, permaneceu no cargo por apenas poucos meses sucumbindo ao pior início do clube em 25 anos: três vitórias, quatro empates e quatro derrotas em 11 partidas disputadas.

No Corinthians, tem história marcada como jogador e, também, a beira do gramado. Em 2013, trabalhou como auxiliar técnico de Tite. Em 2016, assumiu a mesma função com o treinador na seleção brasileira. Chegou a ser indicado para assumir a seleção olímpica, mas acabou acertando com o Lyon.

“Trago do Lyon construção enorme na vida, e em outras funções, até mesmo nessa casa (como auxiliar). Trabalhei com Tite e Mano Menezes. Trago muita coisa, conteúdo, e isso me deixa muito satisfeito. Trago de todos”, afirmou.

Cria do Terrão, como jogador do clube ganhou a Copa do Brasil de 1995, o Brasileiro de 1998, além de três edições do Campeonato Paulista, em 1995, 1997 e 1999. Depois, construiu longa carreira no futebol europeu com passagens por Celta de Vigo, Arsenal, Barcelona e Manchester City.

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