Breno Lopes: o herói improvável do Palmeiras na PLACAR dos campeões

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A PLACAR de março, que chega às bancas de todo o Brasil na próxima sexta-feira, 19, reverencia os campeões da temporada de 2020 do futebol brasileiro, atipicamente encerrada no ano seguinte, em razão da trágica pandemia do novo coronavírus. A ausência de torcedores no estádio foi um golpe duríssimo no que o jogo tem de mais essencial, mas não diminuiu a importância e o peso das conquistas do Flamengo, bicampeão brasileiro de forma consecutiva, e do Palmeiras, vencedor da Copa Libertadores e também da Copa do Brasil. Além de pôsteres, entrevistas e dados de almanaque, a edição traz também um perfil sobre o atacante Breno Lopes, herói improvável dos palmeirenses, que subiu alto, aos 98 minutos da final da Libertadores, para garantir de cabeça o bicampeonato do clube paulista.

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Breno Lopes na cabeceada que deu a vitória ao Palmeiras contra o Santos –Alexandre Battibugli/Placar

“Foca o jogo, Breno. Volta para o jogo.” O grito do preparador físico Marco Aurélio Schiavo, mais conhecido como Magoo, ajudou a despertar o jovem atacante Breno Lopes, 25 anos. Ele recém havia feito o gol do Palmeiras na final da Libertadores, no Maracanã, e, mesmo com a bola rolando novamente, só desejava uma coisa: encontrar o pai, Wellington, e a mãe, Lucilene, presentes no estádio. “Eu só pensava nos meus pais, queria achá-los de qualquer jeito, mas estava em choque, não conseguia ver nada”, lembra Breno a PLACAR. O que aconteceu momentos antes todos se recordam, depois da bola alçada para a área por Rony. Aos 98 minutos e 28 segundos cravados, no modo clássico de contagem europeu e adotado também pela Conmebol, passados mais de oito minutos do tempo regulamentar, portanto, ele saltou mais alto que o lateral santista Pará, testou firme, de olhos abertos, e foi aos céus. Palmeiras 1 a 0, e o relógio da celebração e emoção para os lados do Allianz Parque cedo não será interrompido.

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Ao apito do juiz, a festa começou… e Breno seguiu buscando os pais na arquibancada. Foram quase dez minutos até que Wellington, seu maior incentivador — “e também o maior crítico”, diz o jogador —, abraçou o filho, os dois debulhados em lágrimas. A comemoração particular foi interrompida para o artilheiro campeão fazer o exame antidoping. Prosseguiria no avião fretado pelo clube para um jantar no centro de treinamento do Verdão, em São Paulo, numa celebração que só terminou às 5 da manhã.

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Breno Lopes posando com a taça da Libertadores da América 2020 –Jorge Bispo/Divulgação

“Só depois de acordar, ao ver tantas mensagens, vídeos e reportagens, é que consegui entender um pouco melhor o que tinha acontecido”, diz, de voz pausada e jeito tímido. “Todos só falavam naquela cabeçada, no único gol do jogo, na vitória do Palmeiras. Nessa hora, fiquei impressionado. Ganhamos a Libertadores. E eu saí como herói.” Artilheiro do Juventude, da cidade gaúcha de Caxias do Sul, na Série B do Brasileirão 2020, ele foi anunciado pelo alviverde em 11 de novembro de 2020, porque Wesley, jovem promessa da base, havia se machucado. Os 7,5 milhões de reais pagos foram questionados por torcedores e jornalistas. Breno conta que, antes de se mudar para São Paulo, assinara um pré-contrato para ir para o Japão. Seu empresário garantia que Botafogo, Bahia e Sport tinham interesse nele. “Mas as propostas nunca chegavam. Depois de uma partida contra o CRB, em Maceió, veio a oferta do Palmeiras.”

Mineiro de Belo Horizonte, Breno cresceu em Juiz de Fora, num bairro marcado pelos altos índices de violência. Seu irmão mais velho envolveu-se com o crime e, por isso, o pai tentava impedir que os meninos saíssem para jogar bola. “Quando a gente vem de baixo, essa é a triste realidade, tenho amigos e primos presos, perdi alguns conhecidos também. O que me deixa feliz é que resgatamos meu irmão. Hoje ele é outro homem, trabalha como coletor de lixo, é um orgulho para nós.” Wellington e Lucilene têm ainda três filhas.

Talentoso, chegou ao Cruzeiro, onde jogou dos 11 aos 16 anos. Dispensado, tentou a várzea, mas, incentivado pelos pais, foi buscar uma chance longe de Minas Gerais. Passou pelo Cerâmica, do Rio Grande do Sul, e se profissionalizou no Joinville, de Santa Catarina, em 2014. Atuou em outros dois clubes catarinenses, o Jaraguá e o Figueirense, e no Athletico Paranaense — até fazer o melhor ano da carreira no Juventude. No Palmeiras, só havia marcado um gol, contra o Vasco, quatro dias antes da decisão da Libertadores. “Contra o Santos, o Abel (Ferreira) me chamou e falou que eu poderia definir o jogo, acreditava no meu potencial e, por isso, confiava na capacidade de eu repetir o que tinha feito diante do Vasco.”

Depois da festa, porém, logo veio a ressaca. Por ter sido contratado após o fechamento da janela internacional de transferências, Breno Lopes não atuou no Mundial. Ainda assim, viajou ao Catar, onde participou de ações de marketing e dos treinamentos. Também não disputou as finais da Copa do Brasil, por já ter jogado nas fases iniciais pelo Juventude. Breno não vê o futuro, mas sabe ter virado eterno herói do bi.

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