A vida como ela era: as preciosas imagens do ‘Nostalgia Futbolera’



Ingrid Bergman, na pele de Ilsa Lund: “Você se lembra de Paris?”. Humphrey Bogart, como Rick Blaine: “Eu me lembro de todos os detalhes. Os alemães vestiam cinza e você, azul”. E então, em 1988, Ted Turner, o criador da CNN, inventou de colorizar o clássico dos clássicos, Casablanca, de 1942. Ingrid apareceu de azul, o índigo que apenas se insinuava nos devaneios de Humphrey e nunca deveria ter sido revelado. Os soldados da SS, claro, brotaram plúmbeos. “É uma mutilação criminosa”, disse Woody Allen. Era esquisito. E no futebol?

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Bem, no futebol talvez não seja contrafeição, dado o espetacular sucesso recente de uma conta espanhola no Instagram e no Twitter, a Nostalgia Futbolera, criada em setembro de 2019. As imagens colorizadas pela turma do “eu sozinho” (sim, é um único bravo retocador) se espalham pelo mundo, sobretudo em países latinos, amantes da bola. “Colorimos porque sentíamos necessidade de conectar nosso conteúdo iconográfico com gente mais jovem”, disse a PLACAR o criador da brincadeira, que prefere ficar no anonimato. “Em cores, a história é muito mais tangível, ao estabelecer uma ponte emocional que une o passado e o presente do futebol.” Alguns puristas podem até reagir como Woody Allen ao tomar conhecimento dos novos matizes de Casablanca, mas como negar o fascínio de ver fotos como as que ilustram esta reportagem?

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Heleno de FreitasNostalgia Futbolera/Divulgação

Houve especial comoção com a foto da final da Copa de 1958, na Suécia, que aprendemos a ver em preto e branco, e que despontou com o azul da camisa, o amarelo dos números, o verde da grama. Mas havia, sim, cores naquele tempo em que deixamos de ser vira-latas dentro dos gramados. O internauta Daniel Sousa, ao comentar a fotografia no Twitter, resumiu o tom da prosa: “Acredita que quando alguém conta uma história dessa época eu penso em preto e branco?”. Sim, PLACAR acredita. Colorizar o futebol, embora pareça tirar um pouco da nostalgia original, é divertido e emocionante passeio, além de extraordinário trabalho de pesquisa.

Túnel do tempo: os geraldinos no Maracanã, nos anos 1970 (acima), o menino inglês em Wembley nos anos 1950 (à dir.),<br />o Spartak de Moscou contra o Milan na União Soviética no tempo do socialismo e a lama na Inglaterra de 1937 (abaixo)PLACAR/Reprodução

Matéria publicada na seção ‘Prorrogação’ da edição impressa 1477 de PLACAR, de julho de 2021 

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