Gabigol e Flamengo: os números de um casamento perfeito

Gabigol e Flamengo: os números de um casamento perfeito

Poucos casamentos recentes no futebol parecem tão ajustados quanto o entre Gabriel Barbosa, 24 anos, e Flamengo. No “relacionamento”, os gols do atacante já ajudaram o clube carioca a vencer três estaduais, dois brasileiros, duas vezes a Supercopa do Brasil, uma Recopa Sul-Americana e a sonhada Libertadores. No último domingo, 18, ao anotar três gols na vitória por 5 a 0 sobre o Bahia, em Pituaçu, Gabigol se transformou no segundo maior artilheiro da história do clube na competição, com 43, ultrapassando Bebeto, autor de 42. O líder ainda é Zico, com 135.

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A atual temporada de Gabriel impressiona por evolução e números expressivos. Segundo o SofaScore, em 17 jogos, o camisa 9 marcou 18 vezes, média superior a um gol por partida. Mais do que isso, o camisa 9 já supera, em média, a temporada arrebatadora de estreia pelo Flamengo, em 2019, quando terminou com 43 gols em 59 jogos. Na ocasião, faturou o tradicional prêmio de Rei da América, do jornal uruguaio El País.

Em 2021, converteu todos os pênaltis que bateu e acertou a direção do gol em 37 das 59 finalizações, um aproveitamento de 62,7% no fundamento. Desse modo, com média alta de gols e grandes atuações em jogos importantes, Gabriel se tornou ídolo da exigente torcida flamenguista e empilha ainda mais recordes e números relevantes com a camisa rubro-negra.

Diante do Unión La Calera, em 12 de maio, o atacante se tornou o maior artilheiro da história do clube em Libertadores, com 17 gols, deixando Zico para trás, com 16. Somados mais um gol pelo Santos, em 2018, já ultrapassou Pelé, também.

A jornada no Flamengo é a afirmação definitiva de Gabigol como um jogador letal. Isso, pois, após ser revelado pelo Santos, teve passagens apagadas por Inter de Milão e Benfica, o que causou dúvidas sobre o futuro do atleta. Desde que chegou ao clube do Rio de Janeiro, entrou em campo 119 vezes e marcou 88 gols.  Além disso, segundo o perfil de estatísticas OptaJoao, o Flamengo nunca perdeu uma partida em que Gabigol marcou.

O maior jogo do atacante pelo time vermelho e preto foi a final da Libertadores de 2019. Na partida emocionante, marcou dois gols nos minutos finais da partida contra o River Plate, em Lima, no Peru, e foi decisivo para a consolidação de uma improvável. Pelo torneio continental, tem média de 0,7 gols por jogo. Foram 24 jogos e 17 gols marcados, oito deles em jogos de mata-mata.

Gabigol comemorando o gol histórico contra o River, em 2019 –Delmiro Junior/Photo Premium/Getty Images

Falta ainda ao jogador, com números que não param de crescer, um passo mais expressivo pela seleção. Na última Copa América jogou cinco partidas, duas delas como titular, e marcou um gol, na vitória por 3 a 0 sobre a Venezuela, na estreia, em 13 de junho. Os números ainda são tímidos: três gols em 12 jogos. “O Gabriel foi substituído, a equipe no primeiro tempo não ajudou, porque ele é um jogador de finalização. Outras oportunidades vão aparecer, ele vai brilhar. No coletivo, um brilha em um dia, em outro dia é outro”, explicou Tite após a vitória por 4 a 0 sobre o Peru, a primeira partida como titular.




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