Rogério Caboclo é afastado por 30 dias da presidência da CBF

Rogério Caboclo é afastado por 30 dias da presidência da CBF

Rogério Caboclo foi afastado da presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) por 30 dias por uma decisão do Conselho de Ética, neste domingo, 6, confirmaram dirigentes da entidade a PLACAR neste domingo, 6. A punição foi anunciada dois dias depois de Caboclo ser formalmente acusado de assédio moral e sexual por uma funcionária da entidade, segundo informações do aite Ge.com.

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De acordo com o que prevê o estatuto da CBF, o vice mais velho, Antônio Carlos Nunes, assumirá durante o período de afastamento. Procurado por PLACAR, Coronel Nunes, como é conhecido, disse não saber do ocorrido. “Nada chegou para mim sobre esse afastamento.” Uma reunião entre os diretores e vice-presidentes deve acontecer na manhã desta segunda-feira, 7, no Rio de Janeiro.

A denúncia de assédio moral e sexual contra Caboclo foi protocolado na Comissão de Ética da CBF e na Diretoria de Governança e Conformidade pela funcionária, que trabalha no setor de cerimonialistas da entidade e teve sua identidade preservada. Na sexta, a CBF se manifestou brevemente sobre o caso: “Nota dos advogados: A defesa de Rogério Caboclo responde que ele nunca cometeu nenhum tipo de assédio. E vai provar isso na investigação da Comissão de Ética da CBF.”

Segundo a reportagem do Ge.com, a mulher em questão alegou sofrer os abusos desde abril do ano passado. No documento, ela afirma ter provas de suas alegações e pede que Caboclo seja investigado, afastado pela entidade e, punido pela Justiça Estadual.

A funcionária diz ter sofrido constrangimentos em viagens e reuniões com o presidente e na presença de diretores da CBF. Na denúncia, ela cita episódios em que o dirigente perguntou se ela se “masturbava” e em que tentou forçá-la a comer um biscoito de cachorro, chamando-a de “cadela”. Ainda segundo a denunciante, os comportamentos abusivos eram constantes, sempre com Caboclo aparentando estar alcoolizado.

A confusão de ordem pessoal de Caboclo coincide com um momento de enorme turbulência política e esportiva na CBF. Em acordo costurado com a Conmebol e com o governo Bolsonaro, a entidade trouxe para o Brasil a Copa América, depois que as sedes originais, Colômbia e Argentina, desistiram devido a tensões sociais e aumento dos casos de Covid-19, respectivamente.

A forma como a mudança foi feita, sem consultar os atletas que se viram expostos a um debate essencialmente político e que gerou enorme repercussão nas redes sociais, levou o grupo de jogadores e a comissão técnica e se posicionar contrários à participação na Copa América. O técnico Tite e o volante Casemiro confirmaram ter tido uma reunião com Caboclo, cujo conteúdo será revelado na terça-feira, 8, após a partida contra o Paraguai nas Eliminatórias. “Todo mundo sabe nosso posicionamento”, desabafou Casemiro, após a vitória sobre o Equador, no Beira-Rio.


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