Mescla entre juventude e experiência é segredo do sucesso do Fluminense

Mescla entre juventude e experiência é segredo do sucesso do Fluminense

Tetracampeão brasileiro e marcado por formar grandes esquadrões, o Fluminense viveu momentos instáveis nos últimos anos. Desde a saída da parceira Unimed, em 2014, após 15 anos de investimentos pesados, o clube das Laranjeiras sofreu com dívidas e, consequentemente, com um elenco menos competitivo. Mais do que nunca, a alternativa passou a ser apostar no que tem de melhor: as categorias de base. Os frutos já foram colhidos no último Brasileirão e também na atual Copa Libertadores. Se vencer o Junior Barranquilla nesta terça-feira, no Maracanã, o time garante vaga antecipada às oitavas de final.

A receita do sucesso passa por Xerém, distrito de Duque de Caxias que sedia a formação de atletas do Fluminense. O trabalho com os garotos sempre lapidou bons nomes, como Thiago Silva, Fabinho, Marcelo e Gérson. E, agora, uma nova safra surge para o mundo do futebol e ajuda de maneira direta a recolocação do Tricolor em disputas importantes.

O processo de transição, contudo, não costuma ser fácil. Em 2019, a equipe foi ameaçada pelo rebaixamento até a reta final do Brasileirão. Para 2020, a solução caseira passou a dar mais frutos. Em um time treinado por Odair Hellmann em boa parte do ano, com veteranos como Fred, um dos maiores ídolos da história tricolor, e o meia Nenê, artilheiro da equipe na última temporada, e jovens promessas, como Calegari, Luiz Henrique e Evanílson (vendido ao Porto), o Fluminense surpreendeu com boa campanha no Brasileirão, terminando em quinto lugar, cravando vaga na Libertadores deste ano.

O meia Nenê: em forma, aos 39 anosLucas Merçon/Fluminense F.C.

Na maior competição do continente, o Fluminense conseguiu manter a base do elenco. Para dar continuidade ao trabalho de Odair Hellmann contratado pelo Al-Wasl, a aposta foi Roger Machado, outro velho conhecido do clube (como lateral, marcou o gol do título da Copa do Brasil de 2007). Reforços pontuais desembarcaram nas Laranjeiras, entre eles o armador equatoriano Juan Cazares, alternativa à Nenê, que faz 40 anos em julho. Segurando o time defensivamente, a manutenção da dupla de zaga Luccas Claro e Nino foi essencial para o funcionamento. No meio de campo, para conter os adversários e dar início às jogadas, há o jovem Martinelli e o “desarmador” Yago Felipe.

Kayky, a joia

O maior ganho para o Tricolor nesta temporada foi Kayky, de 17 anos, formado em Xerém. O ponta canhoto, inclusive, já foi negociado com o Manchester City (onde jogará apenas em 2022) com cifras que podem chegar a 173 milhões de reais. Habilidoso, bom em tomadas de decisão e com personalidade, o atleta é um dos principais destaques do Fluminense na Libertadores e no Campeonato Carioca, do qual o time é finalista ao lado do favorito Flamengo – no primeiro jogo da decisão do Estadual, houve empate em 1 a 1.

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Kayky vem formando uma dupla excepcional com Fred. Aos 37 anos, 20 a mais que o parceiro, o artilheiro retomou a alegria de jogar e a boa fase. A mescla entre juventude e experiência foi responsável por 13 gols para o Fluminense no ano. Fred fez quatro gols em quatro jogos na Libertadores, e conduziu o Tricolor a uma campanha excelente na competição.

Apontada por muitos como zebra na chave, o Fluminense está perto de garantir a vaga às oitavas, deixando para trás o multicampeão River Plate e os dois colombianos Junior Barranquilla e Independiente Santa Fé.

O Fluminense tem oito pontos em quatro jogos e enfrenta, a partir das 21h30 (de Brasília) o Junior Barranquilla, no Maracanã, com transmissão do SBT na TV aberta e Fox Sports, na fechada. Uma vitória simples classifica o Tricolor de maneira antecipada para as oitavas de final.

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